Será que boa parte das pessoas possuem amor próprio?
O que significa essa procura de forma indiscriminada do homem e da mulher por coisas e pessoas para se sentirem preenchidas? Não é falta de amor de si. Será que a alegria, a satisfação não estão dentro de nós?
Santo Agostinho já dizia que ele procurava fora dele, a felicidade, mas na verdade não estava fora, mas sim dentro dele.
Muitas vezes não sabemos o tamanho do nosso potencial. E por isso vivemos correndo atrás de migalhas de afeto e prazer naquilo que não edifica e nem preenche.
A sociedade em que vivemos está repleta de prazeres sugestivos mas que não é capaz de preencher o coração humano e muito menos a alma. Esta insatisfação tem gerado pessoas fracas, sem temperança, sem personalidade.
Por isso muitos tomam antidepressivos, drogas, e toda espécie de fuga da realidade. Muitos não pensam nas conseqüências de seus atos porque não cuidam de si, pois se cuidassem, saberia o quanto de mal estão fazendo a si mesmo. Assim levam a vida do jeito que pode, sem objetivo e sem um direcionamento para a própria vida.
É preciso saber onde nós estamos pisando, pois cada passo tem sua marca.
Quando nos falta amor próprio falta-nos também discernimento e sabedoria para conduzir a vida.
Temos que reconhecer nossos defeitos e qualidades. Desta forma podemos nortear a nossa vida. Precisamos reconhecer que temos limites, mas que não significa dizer que somos “mutilados”. Temos também virtudes. Temos dons. Temos talentos.
Não devemos achar que não iremos ter tropeços, mas não adianta também ficar nos erros se martirizando. É preciso erguer-se, levantar a cabeça e continuar o caminho.
E a melhor maneira de amar a si mesmo é amar o próximo. E isso só é possível com atitudes e não só com palavras. Quanto mais ajudamos, mais nos sentimos úteis, o que nos leva a um auto-estima bem elevada.
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